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Quando a doença chega

Toda vez que a doença bate em minha porta, um vendaval de surpresas tira tudo do lugar.

Uma angústia vai se somando enquanto vemos a casa em desalinho.

Então sentamos ao chão e aguardamos o turbilhão passar, para entender o tamanho da desordem, porque também nos sentimos impotentes ante a força da natureza. Mas, sobretudo, porque confiamos que o sol renascerá no dia seguinte.

E o sol nasce, como todos os dias, trazendo a sua alvorada e iluminando outra vez nossa casa.

Aos poucos, retiramos a poeira de cantos escondidos, jogamos antigos arquivos fora, selecionando aquilo que realmente importa. Descobrimos peças antigas de muito valor, mudamos os móveis de lugar, os objetos.
Pintamos as paredes de uma cor mais suave, e as enfeitamos com novos quadros, de horizontes mais belos. Selecionamos novos móveis, novos enfeites, simples, mas duradouros.

Colocamos, enfim, um tapete colorido de boas vindas à porta e percebemos que nossa casa ficou mais livre, limpa e mais bela. Talvez porque agora, após o vendaval, ela possa refletir um pouco mais a luz do sol.

A casa, nós. Os móveis, nossas concepções. Os quadros, nossa tela mental. O sol, nossa fé. A doença, bem, essa é a doença mesmo, conhecida por todos nós.

Autora: Dra. Ana Paula Vecchi.

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